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	<title>Atração e Retenção Human Centered &#8211; GALILEU</title>
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		<title>Atração e retenção human-centered – a importância da experiência &#8211; Game Changer 16</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 08:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Atração e Retenção de Talentos]]></category>
		<category><![CDATA[Atração e Retenção Human Centered]]></category>
		<category><![CDATA[Employer Experience]]></category>
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		<category><![CDATA[Game Changer #16]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Game Changer]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos em atração e retenção de talento, existe um conceito que nos vem logo à cabeça: Employee Experience. Talvez seja por trabalharmos na área de User Experience (UX), e pensar nos utilizadores (de um produto, serviço ou sistema) é o que fazemos todos os dias, de forma natural. Acima de tudo, acreditamos que uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>Quando falamos em atração e retenção de talento, existe um conceito que nos vem logo à cabeça: Employee Experience. Talvez seja por trabalharmos na área de User Experience (UX), e pensar nos utilizadores (de um produto, serviço ou sistema) é o que fazemos todos os dias, de forma natural. Acima de tudo, acreditamos que uma abordagem human-centered aos candidatos e colaboradores traz benefícios, não só à área de gestão de pessoas, mas também à produtividade e ao crescimento das organizações.</h6>
<h5><em>Human Centered Design</em></h5>
<p><em>Human-Centered Design</em> (HCD) é o termo que preferimos usar para descrever a área em que trabalhamos, ou seja, <strong>design centrado nas pessoas.</strong> Trabalhamos todos os dias para tornar produtos, serviços ou sistemas mais fáceis de usar. Para isso, vamos para o terreno observar as pessoas a interagir com esses produtos, serviços ou sistemas, fazemos perguntas e procuramos identificar os problemas e as oportunidades de melhoria (e de inovação). Depois, desenhamos e implementamos soluções que têm em conta, em primeiro lugar, a <strong>experiência dos utilizadores</strong>.</p>
<p>Esta área tem tido um crescimento significativo nos últimos anos porque as organizações, sejam públicas ou privadas, estão a começar a perceber as suas inúmeras vantagens:</p>
<ul>
<li>Aumento da <strong>taxa de adoção</strong> de novos produtos e serviços</li>
<li>Aumento da <strong>taxa de retenção</strong></li>
<li>Aumento da <strong>taxa de conversão</strong></li>
<li>Aumento do <strong>word-of-mouth positivo</strong></li>
<li>Identificação de <strong>novas oportunidades de negócio</strong></li>
<li>Diminuição dos <strong>custos de desenvolvimento</strong> de produtos e serviços</li>
<li>Diminuição dos <strong>custos de apoio ao cliente</strong></li>
</ul>
<p>Mas HCD é mais do que uma área ou uma metodologia, <strong>é uma forma de pensar</strong>. Tem impacto na forma como comunicamos, como trabalhamos com os nossos clientes, como angariamos novos clientes e, claro, como lidamos com os nossos colaboradores e como atraímos novos colaboradores. Por isso, deve ser também a forma de pensar das nossas equipas de recrutamento, de gestão de pessoas, de marketing e, na verdade, de todos os colaboradores da empresa, que a representam perante outros stakeholders.</p>
<h5>A Importância da Experiência</h5>
<p>Temos assistido ao aumento da importância da experiência em todos os setores e em diferentes aspetos da vida das pessoas. O preço de um produto ou serviço, em muitos casos, deixou de ser o fator mais importante na decisão dos clientes, que <strong>têm cada vez mais em conta a sua experiência de utilização</strong>. Um exemplo disso pode ser quando decide comprar de uma certa loja online em vez de outra, mesmo sendo um pouco mais cara, porque o processo de compra naquele site é mais fácil, porque tem o método de pagamento que prefere, ou porque enviam sempre uma oferta ou uma surpresa com a encomenda.</p>
<p>Podemos dizer que se trata de uma mudança cultural, e na área da gestão de pessoas o impacto é, também, muito grande. Por isso, o conceito de <em><strong>Employee Experience</strong></em> tem evoluído muito nos últimos anos, pois analisa, de forma holística, toda a jornada de interação dos colaboradores com a organização.</p>
<p>A geração <em>Millennial</em> está a ter uma grande influência nesta mudança cultural, e a escassez de talento em áreas como IT, por exemplo, faz com que a experiência que uma empresa proporciona seja um dos principais fatores de diferenciação no momento da decisão dos candidatos, seja ao entrar na empresa ou a manter-se nela (retenção).</p>
<p><strong><em>Employee Experience</em> engloba tudo aquilo que o colaborador vê, sente, aprende e faz, desde o momento em que vê a oportunidade de emprego, à qual se candidata, até que sai da empresa.</strong></p>
<p>Existem alguns momentos mais marcantes nessa jornada, que têm um impacto mais forte, positivo ou negativo, na experiência do colaborador, como por exemplo: processo de recrutamento, <em>onboarding</em>, aniversário de empresa, mudança de projeto, de função ou de gestor, licença de maternidade ou paternidade, <em>offboarding</em>, entre outros.</p>
<p>Nestes momentos, e não só, acreditamos que u<strong>ma abordagem human-centered melhora, significativamente, a experiência dos colaboradores</strong>.</p>
<h5>Atração de talento <em>human-centered</em></h5>
<p>Costuma dizer-se que só há uma oportunidade para causar uma boa primeira impressão. Mas achamos que o mais importante é causar boas impressões várias vezes, ou seja, proporcionar boas experiências aos candidatos e colaboradores nas várias interações com a organização (<em><strong>Employee Journey</strong></em>).</p>
<p>No caso dos candidatos, com grande probabilidade o primeiro contacto acontece online, seja numa rede social, no site, ou numa plataforma de emprego. Também poderá ser offline, num evento ou numa feira de emprego, por exemplo. Por isso, é essencial trabalhar os vários canais de comunicação de forma coerente, intencional e proativa. Estamos a falar de <strong><em>Employer Branding</em></strong>, a área de colaboração do recrutamento e do marketing. Também aqui, mesmo quando não há interação direta entre pessoas, a forma de comunicar deve ser <em>human-centered</em>. Isto significa, por exemplo, colocarmo-nos na posição dos candidatos e pensar o que querem saber sobre a empresa, o que é útil para eles, o que valorizam e que canais preferem usar.</p>
<p>Mas <strong>é o processo de recrutamento que tem, muitas vezes, o maior impacto na experiência dos candidatos</strong>, e aqui destacamos a importância da equipa de recrutamento. Os recrutadores são o primeiro contacto dos candidatos com a cultura da empresa, são “a cara” da empresa neste primeiro momento, e <strong>a forma como interagem com eles deve ser representativa da forma como a empresa trata os seus próprios profissionais</strong>.</p>
<p>No Grupo Tangível, procuramos manter uma comunicação frequente com os candidatos que estão em processos de recrutamento, uma comunicação personalizada, muitas vezes por telefone ou chat, e damos sempre resposta, quer seja positiva ou negativa. Esta abordagem requer mais tempo e dedicação da equipa, claro, mas é essencial para demonstrar empatia e preocupação com as expectativas dos profissionais, algo que procuramos fazer também com os nossos colaboradores, ao longo de toda a <em>Employee Journey</em>.</p>
<h5>Retenção de talento <em>human-centered</em></h5>
<p>Existem dezenas de fatores que contribuem para a retenção dos colaboradores, e estes variam de pessoa para pessoa. Uma abordagem <em>human-centered</em> implica conhecer os colaboradores e perceber esses fatores, caso a caso, se possível. Mais uma vez, requer bastante tempo e dedicação da equipa de recursos humanos e dos líderes de equipa, mas <strong>é um investimento estratégico que achamos que as organizações devem fazer para aumentar a retenção de talento.</strong></p>
<p>Por exemplo, as pessoas gostam de ser ouvidas e valorizadas. Esta afirmação parece óbvia, mas a sua concretização nas políticas de gestão de pessoas e na cultura organizacional pode não ser assim tão fácil. Requer, por um lado, uma auscultação constante dos colaboradores e, por outro, uma capacidade de reação ágil e uma adaptação ao <em>feedback</em> recebido. Depois, é essencial transmitir esta forma de pensar, esta cultura, a todos os colaboradores, especialmente aos líderes de equipas.</p>
<p>Na Tangível, empresa de consultoria do Grupo, temos uma cultura de pedido de<em> feedback</em> constante. Um pouco como é prática na área de <em>Human-Centered Design</em>, em que vamos para o terreno conhecer os utilizadores e fazer-lhes perguntas para perceber os seus desafios e preferências, na Tangível perguntamos frequentemente aos colaboradores a sua opinião sobre algo que fizemos ou estamos a pensar fazer. Desta forma, envolvemo-los nas decisões e nas iniciativas, e há uma maior probabilidade de serem boas experiências.</p>
<p>Como referimos anteriormente, a experiência do colaborador engloba todas as interações entre o colaborador e a organização, do primeiro ao último contacto, ou seja, à saída da empresa. E este momento de saída, muitas vezes negligenciado, é importante para manter boas relações futuras, mas não só. É também um bom momento para perceber o que não correu tão bem na experiência do colaborador e como podemos melhorar. No Grupo Tangível, temos vários exemplos de ex-colaboradores que são atualmente clientes, ou que nos referenciaram amigos e colegas que são atualmente nossos colaboradores. Este é um bom indicador para avaliar a nossa <strong><em>Employee Experience</em></strong>, que nos deixa confiantes de que estamos no bom caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As organizações têm muito a ganhar se tiverem uma abordagem <em>human-centered</em> às suas iniciativas de atração e retenção de talento. Isto implica ouvir, realmente, os candidatos e colaboradores e ter flexibilidade e agilidade de adaptação ao seu<em> feedback</em>. Outro passo importante é disseminar esta forma de pensar por toda a organização, especialmente pelos líderes de equipas. Uma boa forma de começar este processo é criar a <em>Employee Journey</em>, que no fundo é a materialização de toda a experiência do colaborador, desde o primeiro contacto com a organização até à sua saída.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>José Campos &amp; André Carvalho<br />
</strong><em>Co-CEO, <a href="https://tangivel.com/pt/" target="_blank" rel="noopener">Grupo Tangível</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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