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	<title>People Ops &#8211; GALILEU</title>
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	<description>Focus on success</description>
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		<title>A hora e a vez do RH Ágil: Porque a revolução do propósito já começou &#8211; Game Changer 17</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 09:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Agile HR]]></category>
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					<description><![CDATA[Num mundo onde o lucro já não é mais o grande objetivo das organizações, mas sim o legado e a imagem frente à sociedade, o novo papel do RH é vital, a começar por se ressignificar a si próprio. Foi já há mais de 20 anos que um pequeno grupo de entusiastas mudou por completo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>Num mundo onde o lucro já não é mais o grande objetivo das organizações, mas sim o legado e a imagem frente à sociedade, o novo papel do RH é vital, a começar por se ressignificar a si próprio.</h6>
<p>Foi já há mais de 20 anos que um pequeno grupo de entusiastas mudou por completo a maneira de trabalhar em equipa e entregar software. As suas ideias, expressas através do conjunto de princípios e valores, que hoje conhecemos como <em>Manifesto Ágil</em> <em>para o Desenvolvimento de Software</em> (<a href="https://agilemanifesto.org/" target="_blank" rel="noopener">agilemanifesto.org</a>), influenciaram não apenas uma indústria mas tudo o que envolve o trabalho do conhecimento e criativo.</p>
<p>Já não é novidade que os Métodos Ágeis (ou simplesmente <em>Agile</em>) ajudaram a promover avanços na forma de se trabalhar em equipa para solucionar problemas complexos, principalmente pela sua ênfase nas pessoas e suas interações, na entrega frequente e constante de valor, na colaboração, e no compromisso com a adaptação e resposta rápida à necessidade de mudanças.</p>
<p>E atualmente muitos outros serviços profissionais, que enfrentam problemas semelhantes, tentam beneficiar-se dos princípios, valores e práticas disseminados pelo <em>Agile</em>. Afinal de contas, prazos curtos, concorrência mais numerosa e agressiva, clientes (internos e externos) cada vez mais exigentes, não são um &#8220;privilégio&#8221; apenas da área de <em>software</em>. Isto aplica-se ao <em>marketing</em>, aos serviços financeiros, serviços de suporte, e também aos RH (Recursos Humanos).</p>
<p><strong>Hoje a área de RH também procura romper com velhos paradigmas e abraçar a mudança, para encarar uma nova realidade onde são “menos recursos e mais humanos”, para enfrentar o futuro com muito mais colaboração, transparência, adaptação e inspiração.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>ENTÃO, O QUE É RH ÁGIL (OU AGILE HR)?</h6>
<p>Neste contexto, o RH Ágil (do inglês <em>Agile HR</em>) é o termo usado para descrever a aplicação dos princípios, valores e práticas do <em>Agile</em> à função de RH, procurando melhorar a eficiência e eficácia dos processos de RH para <strong>torná-los mais dinâmicos e adaptativos às mudanças internas e externas</strong>, alavancando assim o impacto positivo que podem provocar na organização.</p>
<p>O trabalho de um RH Ágil envolve afastar-se dos sistemas e processos tradicionais e burocráticos e adotar uma abordagem mais flexível e centrada no cliente (colaborador). É uma mudança nos modelos e procedimentos outrora rígidos, preditivos e padronizados, para propostas mais simples e colaborativas, impulsionadas pelo <em>feedback</em> de todos os envolvidos (colaboradores, gestores, fornecedores, etc.).</p>
<p>O RH tradicional, por norma, caracteriza-se por aplicar uma abordagem de cima para baixo, com funções padronizadas, isoladas e uma postura quase sempre reativa frente a solicitações e problemas. Em contraste, o RH Ágil adota uma postura proativa e holística para tratar qualquer questão. <strong>Colaboração, co-criação e feedback contínuo são as suas principais marcas.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>MAS COMO FAZER PARA MUDAR DE UM RH TRADICIONAL PARA UM RH ÁGIL?</h6>
<p>Costuma-se dizer que não existem &#8220;balas de prata&#8221; nem soluções &#8220;<em>one size fits all</em>&#8221; no que diz respeito aos problemas dinâmicos do mundo empresarial. Tomando isto como verdade, o que os Métodos Ágeis, vindos de<em> IT/Software</em>, poderiam ensinar ao RH? Bem, o bastante para começar, pelo menos: entregar valor rápido, iterar, reunir <em>feedback</em>, e aprender com as entregas feitas.</p>
<p>Basicamente, é disso que trata o <em>Agile Manifesto</em> (<a href="https://agilemanifesto.org/" target="_blank" rel="noopener">agilemanifesto.org</a>). E por verificarem a sua comprovada eficácia, um grupo de entusiastas decidiu seguir um caminho semelhante e elencar, não um aglomerado de práticas e procedimentos mandatórios, mas um conjunto de princípios e valores cujo intuito é servir de Norte a quem quiser iniciar essa jornada: O Manifesto para o desenvolvimento Ágil de RH (<a href="https://www.agilehrmanifesto.org/" target="_blank" rel="noopener">www.agilehrmanifesto.org</a>).</p>
<p>Nota-se claramente que o objetivo não é ditar um conjunto de regras a serem seguidas, até porque isto seria a própria antítese do propósito de uma transformação de comportamentos e modelos mentais. O seu intuito é criar um movimento, uma comunidade de colaboração e suporte mútuo, que incentiva a experimentação e a partilha de resultados. É um convite aberto a quem quer que se alinhe nesses mesmos princípios e valores, que assine digitalmente o manifesto e se junte.</p>
<p>Numa linha semelhante de pensamento está o movimento <em>PeopleOps</em> (Pessoas &amp; Operações &#8211; <a href="https://agilepeopleopsframework.com/" target="_blank" rel="noopener">www.agilepeopleopsframework.com</a>), mas acreditando que uma transformação mais profunda deve acontecer. Onde Ágil deve ser o caminho para elevar o RH a algo mais holístico e centrado em valores, para que os seres humanos não sejam chamados de recursos &#8211; ainda que por força do hábito &#8211; e sim <strong>valorizados e tratados como a verdadeira vantagem competitiva de uma organização.</strong></p>
<p>O foco do <em>PeopleOps</em> passa por investir de fato no desenvolvimento, no envolvimento e no enriquecimento das pessoas dentro da organização, considerando o ciclo de vida de cada colaborador como uma jornada unificada e integrada, em vez de isolada, e com uma chamada de atenção muito clara às lideranças. Para atingir este objetivo, o grupo baseia-se também num Manifesto de perspetiva global e revela as melhores maneiras de desenvolver uma experiência pessoal envolvente e enriquecida.</p>
<p>Mais do que uma simples interpretação ou adaptação, nota-se que o Manifesto Ágil para <em>PeopleOps</em> tenta romper as barreiras do original Manifesto Ágil (para Desenvolvimento de <em>Software</em>) e pede mudanças intencionais, reivindicando principalmente de líderes e profissionais de RH/<em>PeopleOps</em> uma nova postura.</p>
<p>De acordo com sua visão, os profissionais de um RH Ágil não devem limitar suas ações às capacidades meramente administrativas. Em vez disso, <strong>desenvolver conhecimento profundo em pelo menos uma das funções de RH, e habilidades genéricas suficientes para trabalhar em qualquer outra disciplina</strong> (chamadas competências em forma de T &#8211; do inglês <em>T-shaped professionals</em>).</p>
<p>No que diz respeito às lideranças estas devem abrir mão do controlo, promover autonomia junto às equipas, e construir um ambiente de segurança psicológica que encoraja indivíduos a experimentar e aprender com as falhas. As figuras de autoridade precisam deixar de lado a microgestão e focar nos resultados desejados, em vez de ditar métodos de como a execução deve ocorrer. Ou seja, mais “porquês”, menos “o quê&#8221; e “como”; mais propósito, menos comando e controlo.</p>
<p>Segundo os seus experimentos, alguns dos múltiplos benefícios de se implementar o Manifesto e a Metodologia Ágil em RH/PeopleOps serão:</p>
<ul>
<li>Maior colaboração multifuncional e co-criação;</li>
<li>Prioritização e transparência;</li>
<li>Processos de <em>PeopleOps</em> simplificados e orientados a valor;</li>
<li><em>Check-ins</em> regulares e <em>feedback</em> iterativo;</li>
<li>Cadências regulares e melhoria contínua;</li>
<li>Experiência humana aprimorada (<em>Human Experience</em> &#8211; HX);</li>
</ul>
<h6>E COMO PODE FUNCIONAR UM RH ÁGIL NA PRÁTICA?</h6>
<p>Na prática, <em>Scrum</em> e <em>Kanban</em> são dois Métodos Ágeis que podem facilmente ser adaptados para gerir o trabalho em equipas de RH/PeopleOps.</p>
<p>O <em>Scrum</em> é um <em>framework</em> com papéis, eventos e artefactos bem definidos, que possibilita a entrega frequente de valor através do uso de ciclos de trabalho de curta duração chamados de <em>Sprints</em> (entre 1 e 4 semanas), englobando planeamento, execução, inspeção e ajustes. As suas cerimónias promovem foco, colaboração, aprendizagem e resolução rápida de problemas.</p>
<p>Já o <em>Método Kanban,</em> baseado nos princípios <em>Lean</em> e no Sistema Toyota de Produção (TPS) e adaptado para o trabalho do conhecimento, dá ênfase à visualização e gestão de um fluxo de trabalho e na implementação de pequenas melhorias (<em>Kaizen</em>) de forma iterativa e incremental. O uso de quadros kanban físicos ou digitais (com ferramentas como Trello, Planner, Monday, Wrike, etc.) promove uma gestão visual eficaz, melhora a comunicação, a gestão de expectativas e ajuda a resolver conflitos.</p>
<p>Ambos podem ser utilizados na gestão do trabalho em equipas de RH/<em>PeopleOps</em>, tais como: recrutamento, integração, formação, etc. Por exemplo, um especialista em recrutamento pode usar um quadro <em>kanban</em> para definir o processo de integração de novos colaboradores. O quadro pode ter listas/colunas como pré-integração, durante a integração e pós-integração, e cartões para descrever as atividades, como envio de formulários, cronograma de formações, compra de equipamentos, etc).</p>
<p>Desta forma, com a devida cadência estabelecida, uma equipa multifuncional de especialistas em integração, profissionais de TI/operações, recrutadores e outras partes interessadas pode consultar o quadro, visualizar os processos em curso, e ter conversas construtivas sobre como reduzir atrasos, aumentar a produtividade, gerir expectativas e otimizar o fluxo de trabalho.</p>
<p>Para além das metodologias e <em>frameworks</em> há inúmeras práticas comuns num ambiente <em>Agile</em> que o RH/<em>PeopleOps</em> também pode utilizar a seu favor, tais como:</p>
<ul>
<li><strong>Pesquisas periódicas de pulso</strong> para identificar possíveis insatisfações e suas causas o mais cedo possível, além de <strong>pesquisas pontuais para reunir feedback</strong> sobre cada um dos processos de RH;</li>
<li><strong>Técnicas de facilitação colaborativas</strong>, como <em><a href="https://www.liberatingstructures.com/" target="_blank" rel="noopener">Lean Coffee</a>, <a href="https://theworldcafe.com/" target="_blank" rel="noopener">World Café</a></em>, <a href="https://openspaceworld.org/wp2/what-is/" target="_blank" rel="noopener"><em>Open Space</em></a> e <a href="https://www.liberatingstructures.com/" target="_blank" rel="noopener">Estruturas Libertadoras</a> para discutir problemas e promover soluções;</li>
<li><strong>Digitalização e automação de processos repetitivos</strong> com uso de sistemas de software e ferramentas tecnológicas.</li>
<li><strong>Promover iniciativas piloto</strong>, com uma ótica de protótipo, MVP (<em>Minimum Viable Product</em>) ou mesmo testes A/B, para pequenos grupos de colaboradores em intervalos curtos de tempo, a fim de obter <em>feedback</em> e validação antes (ou em vez) de partir para uma solução global e genérica.</li>
<li><strong>Mapear jornadas de experiência</strong> valendo-se de técnicas do <a href="https://www.nngroup.com/articles/service-design-101/" target="_blank" rel="noopener"><em>Service Design</em></a> ou <a href="https://www.eventstorming.com/" target="_blank" rel="noopener"><em>Event Storming</em></a> para melhor entender contextos e gerar soluções adequadas à sua realidade.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h6>E O QUE PODE CORRER MAL? QUAIS CUIDADOS TER?</h6>
<p>Existe uma linha ténue que separa o <em>benchmarking</em> (observação das práticas e métricas dos competidores) do <em>copycat</em> (imitação pura e dura sem analisar contextos). O primeiro é saudável e desejável, o segundo há que ser evitado a todo custo. Antes de implementar qualquer prática, técnica ou solução, deve-se procurar analisar a fundo e entender o próprio contexto e cultura. Boas práticas de uma empresa podem gerar resultados desastrosos noutra.</p>
<p>Outro ponto que se deve ter atenção é não confundir satisfação dos colaboradores com excesso de regalias e benefícios (<em>perks</em>). <strong>Mudanças efetivas e resultados duradouros demandam compromisso, dedicação e disciplina</strong>. Nada disto é fácil. Para tal, mais vale que as lideranças se esforcem em atingir um propósito e demonstrem transparência e coerência nas decisões do que encher o escritório com consolas de videojogos e <em>snacks</em> gratuitos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>FAMOSAS ÚLTIMAS PALAVRAS&#8230;</h6>
<p>Por trás de um RH Ágil deve haver uma <strong>cultura de foco nas pessoas, autonomia e aprendizagem contínua</strong>. Gestores e líderes precisam de ser facilitadores e <em>coaches</em> que capacitem as suas pessoas, lhes dêem espaço para experimentar e falhar, e suportem o seu desenvolvimento com <em>feedback</em> constante e estímulos positivos no caminho para uma visão e missão de longo prazo.</p>
<p>Nesse contexto, o RH/PeopleOps fornece conhecimento e suporte a gestores e colaboradores, trabalhando com eles como parceiros e co criadores de uma cultura saudável e de um ambiente com segurança psicológica. Pois hoje não basta maximizar os lucros dos acionistas ou prover um ótimo lugar para trabalhar, mas <strong>deve-se liderar pelo exemplo e influenciar positivamente toda uma sociedade à volta</strong>, gerando um legado. Ter e realizar um propósito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><a href="https://galileu.pt/formador/suleander-zahn/">Suleander Zahn</a><br />
</b><i>Agile Coach</i></p>
<p>&nbsp;</p>
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