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	<title>Saúde Mental Organizacional &#8211; GALILEU</title>
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		<title>As Equipas não adoecem sozinhas &#8211; Game Changer 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 09:15:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="2" data-end="371">Falamos cada vez mais de saúde mental nas organizações, e na verdade, ainda bem, pois durante tempo a mais foi uma espécie de tema sussurrando entre dentes, falando baixinho nos corredores, encarado como algo apenas relacionado com a fragilidade individual de cada colaborador ou como assunto privado (que é) e que assim deveria manter-se, na esfera pessoal de cada um.</p>
<p data-start="376" data-end="612">Mas hoje é tema de agendas e tornou-se uma preocupação na definição de estratégias para pessoas, e para muitas empresas, de olho no <em>employer branding</em> transformou-a inclusive numa prioridade comunicada a potenciais futuros colaboradores.</p>
<p data-start="718" data-end="928">Há no entanto, uma pergunta que me inquieta, quando falamos de saúde mental organizacional, estaremos mesmo a falar disso ou apenas a tentar encontrar ferramentas para que as pessoas não se sintam tão cansadas?</p>
<p data-start="933" data-end="1217" data-is-last-node="">É que há uma diferença significativa, quando um colaborador entra em exaustão, a pergunta mais comum continua a ser “o que se passa na vida dele?”. Raramente perguntamos “o que se passa connosco?”, e é nesta pergunta que começa a verdadeira mudança de paradigma dentro da organização.</p>
<p data-start="2" data-end="389">Ter uma estratégia de saúde mental na organização não é apenas disponibilizar apoio psicológico ou promover sessões de gestão de stress, mas isso pode ajudar? Claro que sim, mas é insuficiente se não tivermos a coragem de olhar para a cultura que estamos a alimentar todos os dias, nas pequenas decisões, nas coisas que não dizemos e no que definimos como prioridade real na organização.</p>
<p data-start="394" data-end="807" data-is-last-node="">Uma empresa não pode ter uma campanha interna de promoção de autocuidado e ter uma cultura em que a disponibilidade permanente de um colaborador é valorizada, <strong>não é sustentável defender equilíbrio quando os melhores continuam a ser os que ficam até mais tarde</strong> e em certa parte não é honesto promover bem-estar se a urgência e pressão constante dentro da organização se tornou algo normal e já percebida por todos.</p>
<p data-start="2" data-end="183">Podemos fazer <em>workshops</em> de técnicas de respiração, mas se a pressão é estrutural, se a pressão consome todo o oxigénio, o problema nunca esteve na ética respiratória do colaborador.</p>
<p data-start="188" data-end="785">Ao longo dos anos, quando comecei a falar de felicidade nas organizações, muitas vezes ouvi que era um tema “fofinho”, <em>fun</em>, mas pouco mensurável, a verdade é que estrategicamente trabalhar o bem-estar e a felicidade no contexto de trabalho, nunca foi sobre ambientes simpáticos ou iniciativas motivacionais pontuais, mas sim sobre <strong>sustentabilidade humana</strong>. O que é que isso implica? Implica reconhecer que resultados consistentes só são possíveis em contextos emocionalmente saudáveis, onde as pessoas não estão permanentemente a funcionar em modo de sobrevivência, <strong>heróis cansados não criam, caem</strong>.</p>
<p data-start="790" data-end="1174">A qualidade da saúde mental de uma equipa é um indicador cultural, diz-nos como dentro daquela organização, se lidera, se comunica e como se decide, diz-nos se o erro é tratado como oportunidade de aprendizagem ou como ameaça, diz-nos se as pessoas trabalham por compromisso, por pressão ou por medo, é um reflexo do sistema, um espelho daquilo que realmente é reforçado internamente.</p>
<p data-start="1179" data-end="1700" data-is-last-node="">Mas a organização não é responsável pelo que acontece a cada colaborador, somos complexos, trazemos histórias, vulnerabilidades, desafios próprios, mas também é verdade que contextos prolongados de insegurança psicológica, onde a ambiguidade prevalece e a exigência sem existir um tempo e espaço para recuperação têm um preço, e esse preço não é só individual, mas também colectivo, presente nos baixos níveis de energia de equipa, na criatividade que vai desaparecendo e na qualidade das relações que se vão fracturando.</p>
<p data-start="2" data-end="353"><strong>Falar de saúde mental organizacional é assumir responsabilidade estratégica</strong>, reconhecer que cultura não é o que está escrito nos valores, mas o que é reforçado nas decisões do dia a dia, e perceber que liderança não é apenas monitorizar o alcance de metas, mas antes criar condições para que as pessoas possam atingi-las sem se destruírem no processo.</p>
<p data-start="358" data-end="678" data-is-last-node="">E note que, não se trata de diminuir a exigência, mas sim criar clareza, previsibilidade, espaço de recuperação, relações de confiança, é urgente alinhar o discurso com a prática, e compreender que performance sustentável depende de energia conservada e não da capacidade de aprender a gerir melhor o desgaste acumulado.</p>
<p data-start="2" data-end="307">Organizações emocionalmente saudáveis não precisam de convencer constantemente as pessoas a serem mais fortes, porque constroem ambientes onde não é necessário estar sempre a aguentar, porque sabem que quando o esforço deixa de ser excepção e passa a ser estado permanente é aí que começa o insustentável.</p>
<p data-start="312" data-end="499">Estamos numa fase em que as empresas estão dispostas a investir o suficiente em programas de bem-estar, o meu desejo é que também estejam dispostas a rever práticas, ritmos e prioridades.</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node="">É que no fim de contas, no que diz respeito ao tema da saúde mental organizacional, <strong>a questão nunca esteve na fragilidade das pessoas, mas sim na responsabilidade das organizações</strong>.</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Cristina Nogueira da Fonseca<br />
</strong><em>Diretora Executiva, <a href="https://happytown.pt/" target="_blank" rel="noopener">Happytown Portugal</a></em></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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