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	<title>Blog &#8211; GALILEU</title>
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	<description>Focus on success</description>
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		<title>Employer Branding na prática: o papel decisivo do recrutamento &#8211; Game Changer 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 08:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A experiência do candidato como reflexo do Employer Branding Num mercado em que praticamente todas as organizações afirmam colocar o candidato no centro, a diferença raramente está no discurso, está na execução. E há uma verdade incómoda que continua a repetir-se: não existe employer branding que sobreviva a um processo de recrutamento confuso, lento ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>A experiência do candidato como reflexo do Employer Branding</h6>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="163" data-end="618">Num mercado em que praticamente todas as organizações afirmam colocar o candidato no centro, a diferença raramente está no discurso, está na execução. E há uma verdade incómoda que continua a repetir-se: não existe <em>employer branding</em> que sobreviva a um processo de recrutamento confuso, lento ou silencioso. A reputação empregadora constrói-se (ou desfaz-se) muito antes do primeiro dia de trabalho e muitas vezes antes, sequer, de existir uma candidatura.</p>
<p data-start="620" data-end="979">Ao longo do processo de recrutamento, candidatos constroem uma imagem da organização, não apenas com base no que lhes é comunicado, mas sobretudo a partir da forma como os processos são conduzidos, das interações que têm e do nível de clareza e consistência que encontram. É aqui que a experiência deixa de ser um conceito abstrato e passa a ter impacto real.</p>
<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="17ylnxp" data-start="981" data-end="1018">A importância do primeiro contacto</h6>
<p data-start="1020" data-end="1364">Ainda que algumas empresas encarem o recrutamento como uma tarefa meramente administrativa, esta fase deve ser vista como uma verdadeira oportunidade de <em>branding</em> estratégico. É durante o processo de recrutamento que a organização começa a materializar a sua proposta de valor enquanto empregadora e o candidato a vivenciar a cultura da empresa.</p>
<p data-start="1366" data-end="1637">Um processo claro, bem estruturado, comunicado com transparência, desenhado de forma coerente e cumprindo <em>timings</em> apropriados transmite profissionalismo e respeito, elementos essenciais para organizações que trabalham ativamente uma experiência verdadeiramente integrada.</p>
<p data-start="1639" data-end="2093" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Neste contexto, recrutamento e <em>employer branding</em> caminham lado a lado. Todas as mensagens transmitidas ao longo do processo devem estar alinhadas com a mensagem <em>core</em> da organização: desde o descritivo da vaga, às abordagens utilizadas pelos recrutadores em <em>active sourcing</em>, à definição das diferentes etapas do processo de seleção de acordo com os perfis, até ao <em>feedback</em> dado aos candidatos. Cada ponto de contacto reforça (ou fragiliza) essa narrativa.</p>
<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1j787y0" data-start="156" data-end="199">Dados como alavanca de melhoria contínua</h6>
<p data-start="201" data-end="436">A digitalização tem vindo a facilitar a análise da experiência do candidato. Por exemplo, o desenvolvimento de <em>dashboards</em> de acompanhamento do funil de recrutamento permite maior rapidez, visibilidade e capacidade de melhoria contínua.</p>
<p data-start="438" data-end="674">Os <em>dashboards</em> ajudam, mas existe uma armadilha comum: medir sem agir. Os dados só fazem sentido se forem usados para melhorar a qualidade da interação com o talento. O foco não deve ser apenas eficiência, mas essencialmente experiência.</p>
<p data-start="676" data-end="987">Há, no entanto, uma distinção a ter em conta: <em>Candidate Experience</em> não é o mesmo que <em>Candidate Satisfaction</em>. Um processo pode ser exigente e seletivo e ainda assim ser positivo, se for claro, justo e respeitador. O que desgasta a perceção do candidato não deverá ser a sua exigência, mas sim a falta de clareza.</p>
<h6 data-section-id="126veem" data-start="989" data-end="1029">Relações de longo prazo com o talento</h6>
<p data-start="1031" data-end="1369">Uma abordagem integrada à experiência do candidato implica também olhar para o recrutamento de forma relacional e não apenas reativa. Construir comunidades, manter contacto com estudantes e jovens profissionais, acompanhar perfis com potencial, mesmo quando não são selecionados, contribui para uma relação mais sustentável com o talento.</p>
<p data-start="1371" data-end="1587">Manter uma relação transparente e positiva com estes perfis traduz-se em <em>pools</em> de talento mais robustas, reduz a pressão sobre processos futuros e aumenta o alinhamento entre perfis e oportunidades ao longo do tempo.</p>
<h6 data-section-id="1l4blz2" data-start="1589" data-end="1637">Conclusão: a jornada começa antes do contrato</h6>
<p data-start="1639" data-end="1977">Cada contacto com o candidato conta e influencia diretamente a perceção externa da empresa. As organizações que se preocupam com esta experiência integrada reconhecem que o <em>Employer Branding</em> vai além da comunicação externa. É, sobretudo, o reflexo das experiências reais vividas ao longo do percurso do candidato e do próprio colaborador.</p>
<p data-start="1979" data-end="2166" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Antes de alguém se tornar colaborador, já está a formar uma opinião sobre quem somos enquanto organização. E é exatamente aí, muito antes do primeiro dia, que a verdadeira jornada começa</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Vanessa Brandão<br />
</strong><i>Employer Branding &amp; Recruitment Expert &#8211; Iberia, <a href="https://www.bosch.pt/carreiras/" target="_blank" rel="noopener">Bosch</a></i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>Quando a inovação se torna um fetiche &#8211; Game Changer 25</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/quando-a-inovacao-se-torna-um-fetiche-game-changer-25/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Augusto]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem sempre a inovação falha por falta de ideias, talento ou recursos. Às vezes, falha porque se tornou um fetiche que, por definição, distorce a relação com o real: exagera o valor do símbolo, protege a aparência e suspende a exigência da prova. A inovação deixou, em muitos casos, de ser tratada como uma capacidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="0" data-end="249">Nem sempre a inovação falha por falta de ideias, talento ou recursos. Às vezes, falha porque se tornou um fetiche que, por definição, distorce a relação com o real: exagera o valor do símbolo, protege a aparência e suspende a exigência da prova.</p>
<p data-start="251" data-end="714">A inovação deixou, em muitos casos, de ser tratada como uma capacidade exigente de transformação para passar a funcionar como marcador de estatuto. Já não serve apenas para melhorar produtos, reinventar serviços, repensar processos ou encontrar novas fontes de valor, mas também para sinalizar modernidade, visão e relevância. O problema começa quando esta segunda função engole a primeira: a empresa já não quer tanto inovar; quer ser reconhecida como inovadora.</p>
<p data-start="716" data-end="934"><strong data-start="716" data-end="781">Inovar implica risco, custo, fricção, escolha e consequência.</strong> Obriga a mexer em prioridades, orçamento, poder e rotinas. Obriga a aceitar que nem tudo o que existe merece sobreviver só porque existe há muito tempo.</p>
<p data-start="936" data-end="1170" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Já o culto da inovação é mais confortável. Dá prestígio sem exigir rutura. Dá linguagem sem exigir coragem. Dá identidade sem exigir transformação. É, por isso, que tantas empresas parecem inquietas e continuam, no essencial, paradas.</p>
<h6 data-section-id="4troei" data-start="0" data-end="34">Inovação como obsessão simbólica</h6>
<p data-start="36" data-end="327">A primeira marca do fetiche é a obsessão simbólica. A inovação passa a valer mais pelo que representa do que pelo que produz. A organização investe na estética da mudança: hackathons, labs, sessões de ideação, murais coloridos, visitas a ecossistemas criativos, programas internos de ideias. Nada disto é necessariamente mau. O problema está na inversão de prioridades: o aparato cresce, mas as condições reais para inovar permanecem frágeis ou inexistentes. Os processos continuam lentos, a decisão continua concentrada, a aversão ao erro mantém-se intacta e qualquer iniciativa que toque no core do negócio entra rapidamente em circuito de defesa. A empresa aprende a encenar abertura sem abdicar do controlo. E, nesse arranjo,<strong> a inovação transforma-se numa linguagem decorativa</strong>: fala-se muito dela porque custa menos do que praticá-la.</p>
<p data-start="877" data-end="1235">Isto cria uma ilusão perigosa. Como há atividade, supõe-se que há mudança. Como há discurso, presume-se que há capacidade. Como há entusiasmo, imagina-se que há progresso. Mas a inovação não se mede pela energia simbólica que uma organização consegue produzir à sua volta. Mede-se, acima de tudo, pela sua capacidade de alterar a realidade de forma material.</p>
<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1avopv6" data-start="1237" data-end="1269">Inovação como desejo projetado</h6>
<p data-start="1271" data-end="1653">Um fetiche também serve para projetar desejos. E poucas palavras carregam hoje tanta projeção empresarial como &#8220;inovação&#8221;. Nela depositam-se ambições que raramente são ditas com esta clareza: parecer mais jovem, mais rápida, mais sofisticada, mais preparada para o futuro. Em muitos casos, a inovação funciona como compensação simbólica para tudo o que a empresa sente que já não é.</p>
<p data-start="1655" data-end="2043">É por isso que o tema aparece tantas vezes como resposta automática para problemas muito diferentes entre si. Perda de relevância? Inovação. Dificuldade em atrair talento? Inovação. Falta de diferenciação? Inovação. Lentidão estratégica? Inovação. A palavra torna-se um ecrã onde se projetam ansiedade, ambição e insegurança. E, quanto mais isso acontece, mais enfraquece o juízo crítico.</p>
<p data-start="2045" data-end="2488">Em vez de se perguntar se uma iniciativa resolve um problema concreto, melhora uma experiência, reforça a proposta de valor ou gera vantagem competitiva, pergunta-se se ela parece suficientemente inovadora. A novidade passa a<strong> valer por si e o selo simbólico começa a importar mais do que a utilidade</strong>. É assim que se financiam projetos vistosos, periféricos e inócuos, enquanto problemas sérios continuam à espera de decisões menos fotogénicas.</p>
<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1ja1v6d" data-start="2490" data-end="2524">Inovação como culto da aparência</h6>
<p data-start="2526" data-end="2970">A terceira marca do fetiche é o culto da aparência. O sinal vale mais do que a substância. E é aqui que muitas organizações revelam a sua verdadeira relação com a inovação: medem atividade em vez de impacto. Contam ideias submetidas, workshops realizados, pilotos lançados, horas de formação, parceiros envolvidos. Produzem dashboards de movimento, mas evitam as métricas que obrigariam a confrontar a pergunta essencial: o que mudou realmente?</p>
<p data-start="2972" data-end="3417" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Daí a paixão corporativa pelo piloto. O piloto oferece o melhor dos dois mundos: permite parecer ousado sem correr o risco de mexer a sério no que interessa. Testa-se muito, escala-se pouco. Faz-se a prova de conceito, apresenta-se o caso, celebra-se a aprendizagem e, discretamente, protege-se o centro da organização de qualquer consequência estrutural. O piloto, em vez de servir de ponte para a mudança, funciona como amortecedor da mudança.</p>
<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="iv9jh3" data-start="0" data-end="34">Como passar de fetiche a impacto</h6>
<p data-start="36" data-end="365">Passar de fetiche a impacto começa por uma mudança decisiva: <strong>deixar de tratar a inovação como linguagem de prestígio e voltar a tratá-la como problema de gestão</strong>. Enquanto viver sobretudo no discurso, continuará a produzir sinais e não resultados. A primeira rutura, por isso, não é tecnológica nem metodológica. É organizacional.</p>
<p data-start="367" data-end="725">Isso implica, antes de mais, limpar a conversa. Há empresas a mais a falar de inovação de forma vaga, aspiracional e autorreferencial. Querem “estimular a criatividade” e “acelerar a transformação”, mas não conseguem responder a perguntas básicas: que problema concreto querem resolver? Que oportunidade específica justifica alocar tempo, dinheiro e atenção?</p>
<p data-start="727" data-end="1293">O passo seguinte é <strong>trocar entusiasmo por critério</strong>. Nem tudo o que é novo merece teste e nem tudo o que funciona em pequeno merece escala. Uma organização precisa de critérios explícitos para decidir o que vale a pena explorar, o que deve ser abandonado e o que tem de ser integrado no negócio principal. Isso obriga a distinguir curiosidade de prioridade e a aceitar que inovar é, muitas vezes, eliminar. Eliminar projetos que não funcionam, processos que já não servem, produtos que sobrevivem por inércia e formas de decisão que bloqueiam qualquer resposta rápida.</p>
<p data-start="1295" data-end="1641">Também é preciso acabar com a inovação de periferia. Se tudo fica confinado a equipas especiais, pilotos simpáticos e zonas protegidas da estrutura, o impacto será sempre limitado. <strong>Inovar a sério implica mexer no core</strong>: orçamento, governance, KPIs, incentivos, tempos de decisão e distribuição de poder. É aí que o discurso costuma perder coragem.</p>
<p data-start="1643" data-end="2032">Por fim, importa <strong>medir o que interessa</strong>. Não quantas ideias circularam, mas o que foi melhorado, simplificado, substituído, escalado ou encerrado com efeito real. Houve ganho de eficiência? Houve nova receita? Houve melhoria na experiência do cliente? Houve uma decisão estrutural a partir do que se aprendeu? Sem isso, a inovação continuará a ser uma atividade social com branding premium.</p>
<p data-start="2034" data-end="2197">Na prática, o ponto de partida está numa pergunta simples, mas desconfortável: o que estamos dispostos a abandonar para que a inovação deixe de ser um fetiche? Enquanto essa resposta não existir, o discurso continuará cheio e a prática continuará magra. A empresa poderá até parecer moderna. Só não estará, de facto, a inovar.</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Gabriel Augusto<br />
</strong><i>CEO, Rumos Training (<a href="https://flag.pt/" target="_blank" rel="noopener">FLAG</a>, <a href="https://galileu.pt/">GALILEU</a> e <a href="https://rumos.pt/" target="_blank" rel="noopener">Rumos</a>)</i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>Segurança Psicológica nas Equipas: porque é essencial para inovação e performance &#8211; Game Changer 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:30:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Imagine uma reunião de equipa onde o silêncio domina. Sabemos que existem ideias, dúvidas e, talvez, até problemas identificados &#8211; mas ninguém fala. Este cenário pode ser, frequentemente, interpretado como desmotivação, falta de iniciativa ou de interesse.No entanto, pode haver uma outra causa, nem sempre evidente: a ausência de segurança psicológica. A segurança psicológica numa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="155" data-end="411">Imagine uma reunião de equipa onde o silêncio domina. Sabemos que existem ideias, dúvidas e, talvez, até problemas identificados &#8211; mas ninguém fala. Este cenário pode ser, frequentemente, interpretado como desmotivação, falta de iniciativa ou de interesse.No entanto, pode haver uma outra causa, nem sempre evidente: a ausência de segurança psicológica.</h6>
<p data-start="512" data-end="759">A segurança psicológica numa organização traduz-se na crença de que a equipa é um lugar seguro para assumir riscos interpessoais. É a liberdade de admitir um erro, fazer uma pergunta &#8220;óbvia&#8221; ou propor uma ideia disruptiva sem o medo do julgamento.</p>
<p data-start="761" data-end="1089">A ausência desta segurança pode manifestar-se de forma subtil, como reuniões com pouca participação; poucas questões; erros que só são descobertos tardiamente; ou dependência excessiva das decisões da chefia. Nestes contextos, as pessoas optam por soluções seguras e, como consequência, o potencial das equipas é subaproveitado.</p>
<p data-start="1091" data-end="1519">Para inverter este cenário, precisamos de compreender o contexto, a cultura organizacional e o papel das lideranças. Em muitas organizações, o erro ainda é visto como algo a evitar ou, até, a esconder. Por outro lado, equipas com espaço para reconhecer e analisar o erro tendem a aprender mais depressa e a ajustar-se com maior eficácia. Não se trata de eliminar a exigência, mas de equilibrar a responsabilidade com a abertura. Líderes que fazem perguntas genuínas, que estão à vontade para admitir os seus próprios erros, que incentivam diferentes perspetivas criam as condições necessárias para um maior envolvimento e responsabilidade partilhada nas suas equipas.</p>
<p data-start="1761" data-end="2068"><strong>A segurança psicológica não se constrói assim com uma única ação, é necessária consistência. O caminho inclui a integração do erro como parte do processo de aprendizagem, a existência de momentos regulares de partilha e reflexão, e o desenvolvimento de lideranças focadas no feedback construtivo e contínuo.</strong></p>
<p data-start="2070" data-end="2393">Assim, uma equipa segura não é uma equipa onde todos concordam, mas uma equipa onde todos se sentem seguros para discordar. Não se trata apenas de bem-estar individual, mas também de desempenho, de criatividade, de sustentabilidade do talento e da capacidade de uma organização se transformar perante os desafios do futuro.</p>
<p data-start="2070" data-end="2393">
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Tânia Ferreira<br />
</strong><i>Psicóloga Clínica e das Organizações, <a href="https://drival.pt/" target="_blank" rel="noopener">Drival</a></i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>Ocupado não é o mesmo que produtivo &#8211; Game Changer 25</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/ocupado-nao-e-o-mesmo-que-produtivo-game-changer-25/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 08:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Game Changer]]></category>
		<category><![CDATA[Game Changer 25]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Game Changer]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Work Smarter]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria das organizações não tem um problema de produtividade. Tem um problema de definição. Quando tudo é prioridade, nada é. E quando o desempenho é medido pelo número de tarefas concluídas, as pessoas aprendem a parecer ocupadas, não a gerar impacto. Trabalhar de forma inteligente começa por uma pergunta incómoda: o que é que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd"><strong>A maioria das organizações não tem um problema de produtividade. Tem um problema de definição.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando tudo é prioridade, nada é. E quando o desempenho é medido pelo número de tarefas concluídas, as pessoas aprendem a parecer ocupadas, não a gerar impacto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trabalhar de forma inteligente começa por uma pergunta incómoda: o que é que eu faço hoje que, se deixasse de fazer, ninguém notaria?</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta, na maioria dos casos, surpreende.</p>
<p class="isSelectedEnd">No desenvolvimento de competências, este problema é estrutural. <em>Softskills</em> como comunicação, gestão do tempo ou pensamento crítico são trabalhadas em sala, validadas por questionários de satisfação e rapidamente esquecidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não porque as pessoas não queiram mudar, mas porque o ambiente de trabalho não foi preparado para suportar essa mudança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Menos de 10% do que é aprendido em contexto de formação é efetivamente aplicado no trabalho. O problema não está na qualidade do conteúdo. Está na ausência de ligação entre o que se aprende e o que se exige no dia seguinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trabalhar de forma mais inteligente exige três mudanças concretas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>1º</strong> <strong>definir o que vale o tempo de cada pessoa.</strong> Nem toda a tarefa tem o mesmo peso. As equipas mais eficazes trabalham com critérios claros de impacto e sabem, com igual clareza, o que não vão fazer.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>2º</strong> <strong>criar condições para que o que se aprende seja aplicado</strong>. Aprender sem contexto de aplicação é desperdício. A mudança de comportamento acontece no trabalho, não na sala de formação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>3º</strong> <strong>medir resultados em vez de atividade</strong>. Enquanto o desempenho for avaliado por volume, o comportamento não muda. O que se mede é o que se gere.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um exemplo simples: uma equipa pode executar dezenas de iniciativas num mês e ainda assim não gerar resultados relevantes. Em contrapartida, menos ações, mais focadas, podem produzir impacto significativo.</p>
<p><strong>“<em>Work smarter</em>” não é eficiência operacional. É critério. E nas organizações mais maduras, isso traduz-se numa mudança clara: menos atividade, mais impacto.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Rodrigo Russo<br />
</strong><i>Learning and Development | Soft Skills, <a href="https://galileu.pt/">GALILEU</a></i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>Campanha Skills for Digital Trust</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/campanha-skills-for-digital-trust/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:21:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Skills for Digital Trust: Invista na capacitação das suas equipas com 15% de desconto em formação e-learning À medida que a transformação digital progride e as exigências regulatórias se tornam mais rigorosas, as organizações sentem cada vez mais a necessidade de reforçar as competências das suas equipas para responder aos desafios da segurança e da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><em>Skills for Digital Trust: Invista na capacitação das suas equipas com 15% de desconto em formação e-learning</em></h6>
<p>À medida que a transformação digital progride e as exigências regulatórias se tornam mais rigorosas, as organizações sentem cada vez mais a necessidade de reforçar as competências das suas equipas para responder aos desafios da segurança e da confiança digital.</p>
<p>Perante esta realidade, a GALILEU, em parceria com a <a href="https://rumos.pt/" target="_blank" rel="noopener">Rumos</a>, lança a <strong>Campanha Skills for Digital Trust</strong>, uma iniciativa exclusiva para empresas que pretendem reforçar as competências das suas equipas através de formação e-learning certificada internacionalmente.</p>
<p>Entre <strong>1 de julho e 31 de agosto</strong>, as empresas beneficiam de <strong>15% de desconto</strong> <strong>nos cursos e-learning</strong> das entidades <strong><a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=isaca%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">ISACA</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=isc2%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">ISC2</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=pecb%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">PECB</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=ec-council%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">EC-Council</a> e <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=comptia%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">CompTIA</a></strong>, referências internacionais na formação e certificação de profissionais das tecnologias de informação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Formação alinhada com os desafios das organizações</h5>
<p class="isSelectedEnd">A entrada em vigor de regulamentos e diretivas como o <strong>RGPD</strong>, a <strong>Diretiva NIS2</strong>, o <strong>DORA</strong>, o <strong>Cyber Resilience Act</strong> e o <strong>AI Act</strong> veio reforçar a necessidade de profissionais preparados para garantir a segurança, a conformidade e a gestão do risco nas organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A campanha abrange formação em áreas como:</p>
<ul data-spread="false">
<li><span data-me-change="delta">Segurança;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Privacidade;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Auditoria;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Governance;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Gestão do Risco;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Cibersegurança;</span></li>
<li><span data-me-change="delta">Inteligência Artificial.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Condições da campanha</h5>
<ul data-spread="false">
<li><strong>15% de desconto</strong> em cursos e-learning das entidades <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=isaca%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">ISACA</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=isc2%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">ISC2</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=pecb%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">PECB</a>, <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=ec-council%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">EC-Council</a> e <a href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=comptia%20e-learning&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=">CompTIA</a>;</li>
<li>Campanha exclusiva para <strong>empresas (B2B)</strong>;</li>
<li>Válida para inscrições efetuadas entre <strong>1 de julho e 31 de agosto</strong>;</li>
<li>Aos valores apresentados acresce IVA à taxa legal em vigor;</li>
<li>Campanha não acumulável com outras campanhas, descontos ou condições comerciais em vigor.</li>
</ul>
<p>Se pretende preparar a sua equipa para responder aos atuais desafios tecnológicos e regulamentares, aproveite esta campanha e invista em formação certificada com condições exclusivas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a class="btn  btn-inline" href="https://galileu.pt/pesquisar-cursos/#/?place=lisboa,nacional&amp;word=skills%20for%20digital%20trust&amp;presencial=0&amp;live-training=0&amp;e-learning=0&amp;ultimas-vagas=0&amp;promocoes=0&amp;certified=0&amp;level=&amp;schedule=&amp;price=" target="__blank"><strong>Conheça todos os cursos em Campanha</strong></a>
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		<title>Gestão do Foco e da Atenção &#8211; Game Changer 25</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/gestao-do-foco-e-da-atencao-game-changer-25/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 08:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Foco Intencional]]></category>
		<category><![CDATA[Game Changer]]></category>
		<category><![CDATA[Game Changer 25]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão da Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Foco e da Atenção - Game Changer 25]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Game Changer]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Game Changer 25]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Bravo]]></category>
		<category><![CDATA[Work Smarter]]></category>
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					<description><![CDATA[Estava com a minha filha num parque infantil e, como é meu hábito, aproveitei para a observar, assim como o que se passava à minha volta. Reparei num miúdo que brincava simulando estar numa nave espacial. Enquanto vestia a pele de um astronauta e dirigia o seu próprio filme, ia chamando pelo pai &#8211; e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="93" data-end="230">Estava com a minha filha num parque infantil e, como é meu hábito, aproveitei para a observar, assim como o que se passava à minha volta. Reparei num miúdo que brincava simulando estar numa nave espacial. Enquanto vestia a pele de um astronauta e dirigia o seu próprio filme, ia chamando pelo pai &#8211; e o pai não olhava. De novo o chamava &#8211; e o pai não olhava e o pai não respondia.</p>
<p data-start="482" data-end="674">O pai estava sentado ao meu lado, completamente absorvido no telemóvel. Mas quem sou eu para julgar. Eu também me distraio, também olho para o telemóvel e muitas vezes não respondo aos outros. E não é por, num dado momento, não dirigirmos a atenção para algo mais importante, que somos melhores ou piores pais ou, extrapolando para o campo empresarial, melhores ou piores profissionais. Mas temos de ter muita atenção se isto se tratar de um padrão.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="2" data-end="268">A ciência da atenção diz-nos que as nossas capacidades de atenção determinam a que ponto executamos bem uma tarefa: se estiverem atrofiadas, saímo-nos mal; se forem musculadas, podemos distinguir-nos (Goleman, 2014), seja no parque infantil ou sentados à secretária. O modo como dirigimos a nossa atenção determina o que vemos (Treisman, 2006).</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="2" data-end="148">A atual exposição constante a informação e o aumento das distrações e estímulos que nos rodeiam têm contribuído para uma diminuição do nosso foco. A abundância de informação cria uma pobreza de atenção (Simon, 1971). O facto de estarmos constantemente online tem um efeito nas nossas ações e, consequentemente, nos nossos resultados. Movimentamo-nos num confronto permanente entre o foco e a distração.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="413" data-end="637">Se o foco é a capacidade cognitiva de direcionar a atenção seletiva para um estímulo ou tarefa específica, enquanto inibe distrações irrelevantes (Goleman, 2014), pergunto-me: quantas vezes por dia estamos realmente focados?</p>
<p data-start="642" data-end="912">A clareza tem aqui um papel crucial, clareza na tarefa ou projeto que tenho em mãos, no meu papel enquanto profissional, enquanto pessoa, no meu estado atual e no meu estado desejado, clareza nas minhas qualidades e nas minhas áreas de melhoria, clareza no que eu quero. Acredito que é a clareza que nos torna mais funcionais, lúcidos e preparados para cada desafio do dia a dia. Em consciência, permite-nos perceber qual é o nosso papel no relacionamento com os outros, connosco e com o nosso trabalho ou carreira.</p>
<p data-start="642" data-end="912">A clareza sobre o que é importante fornece clareza sobre o que não é importante (Newport, 2016), e podemos também começar pelo que não é importante para identificarmos o que é realmente importante.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="204" data-end="521">A realidade é que passamos grande parte do nosso dia em piloto automático. Este estado generalizado pode ser um dos maiores obstáculos à forma como dirigimos a nossa atenção. Muitas vezes deixamo-nos guiar pelo que é menos importante, permitindo que tarefas desnecessárias e distrativas se intrometam na nossa agenda.</p>
<p data-start="526" data-end="716">Dirigir a nossa atenção para o objeto mais importante da nossa escolha – e de seguida manter essa atenção – é a decisão de maiores consequências que tomaremos ao longo do dia (Bailey, 2018).</p>
<p data-start="721" data-end="975">Escolhas. No fundo, tudo gira em torno das nossas escolhas. Será que deveríamos produzir mais escolhas conscientes ao longo do dia? Deverá ser este um exercício diário a integrar na nossa rotina e nos nossos hábitos? Na minha opinião, sem dúvida que sim.</p>
<p data-start="980" data-end="1551" data-is-last-node="">Na gestão do foco e da atenção, o conceito de <em data-start="1026" data-end="1039">mindfulness</em>, ou atenção plena, assume também um papel relevante. O <em data-start="1095" data-end="1108">mindfulness</em> inclui duas componentes fundamentais: i) a capacidade de autorregular a atenção no momento presente; e ii) o florescimento da consciência de experiências internas (emoções e sentimentos) e externas (o processo de desenvolvimento dos cinco sentidos), juntamente com uma atitude de aceitação experiencial e de um não julgar permanente (Tran et al., 2013; Carraça et al., 2020, citados em <em data-start="1495" data-end="1543">Intervenção Psicológica em Contexto Desportivo</em>, 2026).</p>
<p data-start="980" data-end="1551" data-is-last-node="">Desligar o piloto automático, mais vezes ao dia, tem um impacto direto não só na nossa produtividade como também na nossa gestão emocional, especialmente quando estamos emocionalmente mais reativos.</p>
<h6 data-start="980" data-end="1551">8 passos para o foco intencional</h6>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="43" data-end="112"><strong data-start="43" data-end="49" data-is-only-node="">1.</strong> Tenha clareza sobre aquilo que pretende atingir (visão macro).</p>
<p data-start="117" data-end="215"><strong data-start="117" data-end="123" data-is-only-node="">2.</strong> Estabeleça uma intenção para aquilo em que planeia focar-se (a intenção precede a atenção).</p>
<p data-start="220" data-end="283"><strong data-start="220" data-end="226" data-is-only-node="">3.</strong> Escolha um objeto de atenção produtivo ou significativo.</p>
<p data-start="288" data-end="386"><strong data-start="288" data-end="294" data-is-only-node="">4.</strong> Elimine o maior número possível de distrações externas ou internas (cuide do seu ambiente).</p>
<p data-start="391" data-end="431"><strong data-start="391" data-end="397" data-is-only-node="">5.</strong> Concentre-se no objeto escolhido.</p>
<p data-start="436" data-end="544"><strong data-start="436" data-end="442" data-is-only-node="">6.</strong> Traga continuamente o seu foco de volta a esse objeto de atenção sempre que sentir a mente a divagar.</p>
<p data-start="549" data-end="697"><strong data-start="549" data-end="555" data-is-only-node="">7.</strong> Introduza pausas organizadas ao longo do dia. Após períodos de foco intenso (cerca de 60 a 90 minutos), faça pequenas pausas de 5-15 minutos.</p>
<p data-start="702" data-end="755" data-is-last-node=""><strong data-start="702" data-end="708" data-is-only-node="">8.</strong> Consistência, como em tudo na vida, vale ouro.</p>
<p data-start="702" data-end="755" data-is-last-node="">
<p data-start="702" data-end="755" data-is-last-node=""><strong>“O teu foco determina a tua realidade.”</strong> <em>Qui-Gon Jinn, Star Wars: Episode I – The Phantom Menace</em></p>
<p data-start="702" data-end="755" data-is-last-node="">Deixo-lhe um exercício simples. Responda com sinceridade a esta pergunta: Ao longo do dia, com que frequência escolhe aquilo em que se foca?</p>
<p data-start="702" data-end="755" data-is-last-node="">
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Rodrigo Bravo<br />
</strong><i>Consultor e Formador em Comunicação, Liderança e Performance</i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<item>
		<title>3 perguntas (e respostas) para ainda aproveitar os Fundos de Compensação do Trabalho</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/3-perguntas-e-respostas-para-ainda-aproveitar-os-fundos-de-compensacao-do-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 10:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo GALILEU]]></category>
		<category><![CDATA[FCT]]></category>
		<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundos de Compensação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundos de Compensação do Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 500 milhões de euros continuam por utilizar no FCT. A sua empresa é uma delas? Durante anos, milhares de empresas portuguesas contribuíram para os Fundos de Compensação do Trabalho (FCT), criados em 2013 no contexto das alterações às compensações por despedimento. Hoje, muitas dessas empresas podem recuperar parte desse dinheiro. No entanto, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Mais de 500 milhões de euros continuam por utilizar no FCT. A sua empresa é uma delas?</strong></h6>
<p>Durante anos, milhares de empresas portuguesas contribuíram para os <strong>Fundos de Compensação do Trabalho (FCT)</strong>, criados em 2013 no contexto das alterações às compensações por despedimento.</p>
<p>Hoje, muitas dessas empresas podem recuperar parte desse dinheiro. No entanto, a maioria ainda não o fez.</p>
<p>Quando a mobilização dos saldos foi aberta, em janeiro de 2024, existiam cerca de 638,5 milhões de euros disponíveis para resgate. Nesse primeiro ano, foram recuperados 56,2 milhões de euros por 9.795 empresas, abrangendo mais de 149 mil trabalhadores. Até abril de 2025, os pedidos acumulados já representavam 76,9 milhões de euros e mais de 250 mil trabalhadores abrangidos.</p>
<p>Segundo os dados mais recentes do Ministério do Trabalho, o valor total resgatado ronda os 120 milhões de euros. Isto significa que cerca de 517 milhões de euros (aproximadamente 81% do fundo) continuam por mobilizar.</p>
<p><strong>E há um fator que as empresas não podem ignorar: o prazo termina a 31 de dezembro de 2026.</strong></p>
<p>Selecionámos três questões frequentes acerca deste tema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>
<h6><strong> Porque é que a formação é a principal utilização do FCT?</strong></h6>
</li>
</ol>
<p>Porque é a opção que combina impacto imediato nas organizações com uma necessidade que já existe.</p>
<p>De acordo com dados do Ministério do Trabalho, divulgados pelo Público, cerca de 63% do valor resgatado em 2024 foi utilizado em formação certificada, correspondendo a aproximadamente 35 milhões de euros.</p>
<p>Além de permitirem desenvolver competências críticas para o negócio, estes fundos podem ajudar as empresas a cumprir a obrigação legal de assegurar 40 horas anuais de formação contínua por trabalhador.</p>
<p>Para muitas organizações, trata-se simplesmente de transformar um valor já acumulado em qualificação e desenvolvimento das equipas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li>
<h6><strong> Que tipo de formação pode ser financiada?</strong></h6>
</li>
</ol>
<p>A formação certificada financiada através do FCT pode abranger diferentes áreas, desde competências técnicas a competências comportamentais.</p>
<p>Na GALILEU, a procura concentra-se sobretudo em dois grandes eixos.</p>
<p><strong>Competências Digitais</strong></p>
<p>As empresas procuram cada vez mais formação em áreas como:</p>
<ul>
<li>Inteligência Artificial aplicada ao trabalho;</li>
<li>Cibersegurança;</li>
<li>Análise de dados e Power BI;</li>
<li>Cloud e ferramentas de produtividade;</li>
<li>Microsoft 365 avançado.</li>
</ul>
<p><strong>Competências Humanas</strong></p>
<p>Paralelamente, continuam a ser essenciais competências relacionadas com liderança, comunicação e adaptação à mudança.</p>
<p>As áreas mais procuradas incluem:</p>
<ul>
<li>Liderança e gestão de equipas;</li>
<li>Comunicação e negociação;</li>
<li>Adaptação à mudança e resiliência;</li>
<li>Gestão do tempo e produtividade pessoal;</li>
<li>ESG e sustentabilidade empresarial.</li>
</ul>
<p>Na prática, as organizações mais competitivas são aquelas que conseguem desenvolver simultaneamente competências tecnológicas e humanas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="3">
<li>
<h6><strong> Como saber se a empresa tem saldo disponível?</strong></h6>
</li>
</ol>
<p>O processo é relativamente simples.</p>
<p>Basta aceder ao portal dos Fundos de Compensação com as credenciais da Segurança Social Direta e consultar o saldo disponível.</p>
<p>Caso exista saldo, a empresa pode submeter o pedido indicando o valor a mobilizar, a finalidade e os trabalhadores abrangidos. Após aprovação, o montante é transferido para a conta bancária da empresa.</p>
<p>Embora existam alguns procedimentos administrativos a cumprir, a principal recomendação é não deixar o processo para os últimos meses do ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma oportunidade que continua por aproveitar</strong></p>
<p>Os números mostram uma realidade clara: apesar dos avanços registados desde 2024, a maior parte do dinheiro disponível continua por utilizar.</p>
<p>Segundo o Ministério do Trabalho, mais de 517 milhões de euros permanecem nos Fundos de Compensação do Trabalho, com prazo de mobilização até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>Para muitas empresas, este saldo pode representar uma oportunidade para investir na qualificação das equipas sem recorrer a orçamento adicional.</p>
<p>Se a sua empresa ainda não verificou o saldo disponível no FCT, este poderá ser o momento certo para o fazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes utilizadas para o artigo:</strong></p>
<ul>
<li>Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – dados sobre a mobilização dos Fundos de Compensação do Trabalho (2024-2026)</li>
<li>Fundo de Compensação do Trabalho – <a href="https://www.fundoscompensacao.pt" target="_blank" rel="noopener">https://www.fundoscompensacao.pt</a></li>
<li>Público – dados sobre a distribuição dos montantes resgatados por finalidade em 2024</li>
<li>Comissão Permanente de Concertação Social – acordo relativo à mobilização dos saldos dos Fundos de Compensação</li>
</ul>
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		<item>
		<title>“Work Smarter” começa por medir o que realmente importa &#8211; Game Changer 25</title>
		<link>https://galileu.pt/blog/work-smarter-comeca-por-medir-o-que-realmente-importa-game-changer-25/</link>
					<comments>https://galileu.pt/blog/work-smarter-comeca-por-medir-o-que-realmente-importa-game-changer-25/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[Dados]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante décadas, muitas organizações acreditaram que gerir bem significava medir tudo. Criaram relatórios intermináveis, indicadores para todos os processos e dashboards cada vez mais sofisticados. Paradoxalmente, quanto mais números surgiram, mais difícil se tornou perceber o que realmente importa. Hoje vivemos na era dos dados. Nunca tivemos tanta informação disponível para apoiar a tomada de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Durante décadas, muitas organizações acreditaram que gerir bem significava medir tudo. Criaram relatórios intermináveis, indicadores para todos os processos e <em>dashboards</em> cada vez mais sofisticados. Paradoxalmente, quanto mais números surgiram, mais difícil se tornou perceber o que realmente importa.</p>
<p>Hoje vivemos na era dos dados. Nunca tivemos tanta informação disponível para apoiar a tomada de decisão. No entanto, muitas empresas continuam a tomar decisões com base em indicadores que dizem pouco sobre o verdadeiro desempenho das pessoas e das equipas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grande desafio das organizações modernas não é ter mais dados. O verdadeiro desafio é saber <strong>que dados merecem a nossa atenção.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nas empresas que querem trabalhar de forma mais inteligente, medir deixou de ser um exercício burocrático para passar a ser um instrumento de liderança. E isso implica uma mudança fundamental de mentalidade. Durante demasiado tempo, medimos aquilo que era fácil medir. Agora precisamos de começar a medir aquilo que realmente cria valor.</p>
<p class="isSelectedEnd">É neste contexto que conceitos como <em>People Analytics</em>, métricas de valor humano ou decisões baseadas em evidências ganham relevância crescente. Mas também aqui é importante evitar um erro comum. A tecnologia pode ajudar-nos a compreender melhor as organizações, mas nunca deve substituir o bom senso e a inteligência humana.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pergunta essencial continua a ser muito simples: <strong>estamos a medir atividade ou estamos a medir impacto?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em muitas organizações encontramos um enorme esforço para medir horas trabalhadas, tarefas executadas ou processos concluídos. Mas, ao mesmo tempo, continua a existir pouca atenção a fatores decisivos para o desempenho das equipas, como o nível de comprometimento, a qualidade da liderança, o clima de confiança, o sentido de propósito ou o orgulho em pertencer.</p>
<p class="isSelectedEnd">E a verdade é cada vez mais evidente. <strong>Pessoas felizes trabalham melhor</strong>. São mais criativas, mais produtivas, mais colaborativas e mais comprometidas com os resultados da organização.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando uma empresa decide medir apenas processos, está essencialmente a olhar para o passado. Quando decide medir o valor das pessoas, está a investir no futuro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Work Smarter” não significa trabalhar menos. Significa trabalhar melhor. Significa utilizar a inteligência dos dados para tomar decisões mais informadas, mais humanas e mais estratégicas.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os <em>dashboards</em> mais sofisticados do mundo não substituem uma liderança consciente. Mas podem ajudar os líderes a perceber aquilo que muitas vezes não é visível à primeira vista. Podem revelar padrões, antecipar problemas e apoiar decisões que impactam diretamente a vida das pessoas dentro das organizações.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, as empresas que vão liderar o futuro não serão aquelas que acumulam mais dados. Serão aquelas que conseguem transformar informação em decisões com sentido.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final do dia, as métricas mais importantes continuam a ser surpreendentemente simples: <strong>confiança, motivação, compromisso, orgulho em pertencer e vontade de dar o melhor.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Porque quando as pessoas crescem, as organizações crescem com elas.</p>
<p>E talvez seja esta a conclusão mais importante de todas: <strong>no futuro do trabalho, as empresas mais inteligentes não serão as que medem mais. Serão as que sabem medir aquilo que realmente faz as pessoas querer dar o melhor de si.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Ricardo Costa<br />
</strong><i>Presidente, <a href="https://www.bernardodacosta.pt/" target="_blank" rel="noopener">Grupo Bernardo da Costa</a></i></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>Microlearning Corporativo: Trabalhar Melhor Começa por Aprender Melhor &#8211; Game Changer 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:15:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Desenvolvimento de Competências]]></category>
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					<description><![CDATA[Falar de microlearning não é falar de vídeos curtos. É falar de eficiência cognitiva. Num contexto empresarial marcado por excesso de informação, pressão de resultados e agendas fragmentadas, o verdadeiro desafio já não é disponibilizar formação. É garantir que ela é assimilada, aplicada e recordada. Em muitas empresas, o problema já não é falta de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="2" data-end="87">Falar de <em>microlearning</em> não é falar de vídeos curtos. É falar de eficiência cognitiva.</p>
<p data-start="92" data-end="488">Num contexto empresarial marcado por excesso de informação, pressão de resultados e agendas fragmentadas, o verdadeiro desafio já não é disponibilizar formação. É garantir que ela é assimilada, aplicada e recordada. Em muitas empresas, o problema já não é falta de formação, é falta de espaço mental para a absorver. Trabalhar de forma mais inteligente implica aprender de forma mais inteligente.</p>
<p data-start="493" data-end="852">O <em>microlearning</em> surge como resposta a esta realidade, mas a sua relevância não está no formato. Está na forma como respeita o funcionamento do cérebro. A Teoria da Carga Cognitiva demonstra que quando a informação é apresentada em blocos reduzidos, estruturados e orientados para um objetivo claro, a retenção aumenta e o esforço mental desnecessário diminui.</p>
<p data-start="857" data-end="979" data-is-last-node="">Não se trata de simplificar conteúdos complexos. Trata-se de os organizar de forma estratégica para apoiar decisões reais.</p>
<p data-start="2" data-end="427">Internacionalmente, o <em>microlearning</em> evoluiu para algo mais sofisticado: pequenas intervenções que combinam reforço espaçado, recuperação ativa e aplicação imediata. Estudos sobre a curva do esquecimento mostram que a repetição distribuída no tempo aumenta significativamente a consolidação da memória. Quando associada a micro desafios práticos, a aprendizagem deixa de ser passiva e passa a ter intenção clara de desempenho.</p>
<p data-start="432" data-end="845">Um dos desenvolvimentos mais promissores é a integração de <em>microlearning</em> com princípios de economia comportamental. Pequenos estímulos formativos, uma pergunta estratégica, um lembrete aplicado ao contexto real, um desafio semanal, influenciam decisões no momento certo. É aqui que o <em>microlearning</em> deixa de ser conteúdo e passa a ser desenho de comportamento. Não é formação isolada. <strong>É suporte inteligente à ação.</strong></p>
<p data-start="850" data-end="888">Importa, contudo, clarificar um ponto.</p>
<p data-start="893" data-end="1148"><em>Microlearning</em> não é fragmentação aleatória. Quando é tratado como conteúdo rápido para consumo imediato, a promessa esvazia-se. A eficácia depende de uma arquitetura intencional, alinhada com objetivos de desempenho e integrada no quotidiano profissional.</p>
<p data-start="1153" data-end="1381">Quando bem desenhado, o <em>microlearning</em> reduz fricção, acelera decisões e reforça competências críticas sem interromper a operação. <strong>É particularmente relevante em equipas híbridas e contextos onde o tempo é o recurso mais escasso.</strong></p>
<p data-start="1386" data-end="1570">O futuro da aprendizagem corporativa passa por integrar desenvolvimento no ritmo natural do trabalho, com maior proximidade à execução e menor dependência de momentos formais isolados.</p>
<p data-start="1575" data-end="1637" data-is-last-node=""><strong>Trabalhar melhor começa, inevitavelmente, por aprender melhor.</strong></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Patrícia Bispo<br />
</strong><em>Head of Learning and Development | Soft Skills, <a href="https://galileu.pt/">GALILEU</a></em></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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		<title>As Equipas não adoecem sozinhas &#8211; Game Changer 25</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Diogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 09:15:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Nogueira da Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[cultura organizacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Retenção de Talento]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Mental nas Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental Organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Organizacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Falamos cada vez mais de saúde mental nas organizações, e na verdade, ainda bem, pois durante tempo a mais foi uma espécie de tema sussurrando entre dentes, falando baixinho nos corredores, encarado como algo apenas relacionado com a fragilidade individual de cada colaborador ou como assunto privado (que é) e que assim deveria manter-se, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="2" data-end="371">Falamos cada vez mais de saúde mental nas organizações, e na verdade, ainda bem, pois durante tempo a mais foi uma espécie de tema sussurrando entre dentes, falando baixinho nos corredores, encarado como algo apenas relacionado com a fragilidade individual de cada colaborador ou como assunto privado (que é) e que assim deveria manter-se, na esfera pessoal de cada um.</p>
<p data-start="376" data-end="612">Mas hoje é tema de agendas e tornou-se uma preocupação na definição de estratégias para pessoas, e para muitas empresas, de olho no <em>employer branding</em> transformou-a inclusive numa prioridade comunicada a potenciais futuros colaboradores.</p>
<p data-start="718" data-end="928">Há no entanto, uma pergunta que me inquieta, quando falamos de saúde mental organizacional, estaremos mesmo a falar disso ou apenas a tentar encontrar ferramentas para que as pessoas não se sintam tão cansadas?</p>
<p data-start="933" data-end="1217" data-is-last-node="">É que há uma diferença significativa, quando um colaborador entra em exaustão, a pergunta mais comum continua a ser “o que se passa na vida dele?”. Raramente perguntamos “o que se passa connosco?”, e é nesta pergunta que começa a verdadeira mudança de paradigma dentro da organização.</p>
<p data-start="2" data-end="389">Ter uma estratégia de saúde mental na organização não é apenas disponibilizar apoio psicológico ou promover sessões de gestão de stress, mas isso pode ajudar? Claro que sim, mas é insuficiente se não tivermos a coragem de olhar para a cultura que estamos a alimentar todos os dias, nas pequenas decisões, nas coisas que não dizemos e no que definimos como prioridade real na organização.</p>
<p data-start="394" data-end="807" data-is-last-node="">Uma empresa não pode ter uma campanha interna de promoção de autocuidado e ter uma cultura em que a disponibilidade permanente de um colaborador é valorizada, <strong>não é sustentável defender equilíbrio quando os melhores continuam a ser os que ficam até mais tarde</strong> e em certa parte não é honesto promover bem-estar se a urgência e pressão constante dentro da organização se tornou algo normal e já percebida por todos.</p>
<p data-start="2" data-end="183">Podemos fazer <em>workshops</em> de técnicas de respiração, mas se a pressão é estrutural, se a pressão consome todo o oxigénio, o problema nunca esteve na ética respiratória do colaborador.</p>
<p data-start="188" data-end="785">Ao longo dos anos, quando comecei a falar de felicidade nas organizações, muitas vezes ouvi que era um tema “fofinho”, <em>fun</em>, mas pouco mensurável, a verdade é que estrategicamente trabalhar o bem-estar e a felicidade no contexto de trabalho, nunca foi sobre ambientes simpáticos ou iniciativas motivacionais pontuais, mas sim sobre <strong>sustentabilidade humana</strong>. O que é que isso implica? Implica reconhecer que resultados consistentes só são possíveis em contextos emocionalmente saudáveis, onde as pessoas não estão permanentemente a funcionar em modo de sobrevivência, <strong>heróis cansados não criam, caem</strong>.</p>
<p data-start="790" data-end="1174">A qualidade da saúde mental de uma equipa é um indicador cultural, diz-nos como dentro daquela organização, se lidera, se comunica e como se decide, diz-nos se o erro é tratado como oportunidade de aprendizagem ou como ameaça, diz-nos se as pessoas trabalham por compromisso, por pressão ou por medo, é um reflexo do sistema, um espelho daquilo que realmente é reforçado internamente.</p>
<p data-start="1179" data-end="1700" data-is-last-node="">Mas a organização não é responsável pelo que acontece a cada colaborador, somos complexos, trazemos histórias, vulnerabilidades, desafios próprios, mas também é verdade que contextos prolongados de insegurança psicológica, onde a ambiguidade prevalece e a exigência sem existir um tempo e espaço para recuperação têm um preço, e esse preço não é só individual, mas também colectivo, presente nos baixos níveis de energia de equipa, na criatividade que vai desaparecendo e na qualidade das relações que se vão fracturando.</p>
<p data-start="2" data-end="353"><strong>Falar de saúde mental organizacional é assumir responsabilidade estratégica</strong>, reconhecer que cultura não é o que está escrito nos valores, mas o que é reforçado nas decisões do dia a dia, e perceber que liderança não é apenas monitorizar o alcance de metas, mas antes criar condições para que as pessoas possam atingi-las sem se destruírem no processo.</p>
<p data-start="358" data-end="678" data-is-last-node="">E note que, não se trata de diminuir a exigência, mas sim criar clareza, previsibilidade, espaço de recuperação, relações de confiança, é urgente alinhar o discurso com a prática, e compreender que performance sustentável depende de energia conservada e não da capacidade de aprender a gerir melhor o desgaste acumulado.</p>
<p data-start="2" data-end="307">Organizações emocionalmente saudáveis não precisam de convencer constantemente as pessoas a serem mais fortes, porque constroem ambientes onde não é necessário estar sempre a aguentar, porque sabem que quando o esforço deixa de ser excepção e passa a ser estado permanente é aí que começa o insustentável.</p>
<p data-start="312" data-end="499">Estamos numa fase em que as empresas estão dispostas a investir o suficiente em programas de bem-estar, o meu desejo é que também estejam dispostas a rever práticas, ritmos e prioridades.</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node="">É que no fim de contas, no que diz respeito ao tema da saúde mental organizacional, <strong>a questão nunca esteve na fragilidade das pessoas, mas sim na responsabilidade das organizações</strong>.</p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><strong>Cristina Nogueira da Fonseca<br />
</strong><em>Diretora Executiva, <a href="https://happytown.pt/" target="_blank" rel="noopener">Happytown Portugal</a></em></p>
<p data-start="504" data-end="684" data-is-last-node=""><a class="btn  btn-inline" href="https://forms.microsoft.com/e/azQsbQahCi" target="__blank" rel="noopener"><strong>Descarregar 25ª Edição da Revista Game Changer</strong></a></p>
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